A semana foi de Selic mais baixa, Pix com regra nova e um lembrete de que crédito mais barato na política monetária não é crédito mais barato no balcão. Comparar o que o Banco Central decide com o que o banco cobra de fato segue sendo o trabalho de quem decide sobre crédito para o cliente final.
Consignado: menos etapa pra quem vive do INSS
O INSS confirmou que aposentados e pensionistas que comparecerem para votar nas eleições de outubro não precisarão fazer a prova de vida presencial neste ano, segundo a Agência Brasil.
Para quem vive de benefício do INSS, cada exigência a menos é um obstáculo a menos entre a renda e o bolso, e é esse mesmo público que sustenta o consignado. A RBI acompanha essa mudança de processo porque ela afeta quem toma consignado tanto quanto a taxa em si: burocracia também é custo.
Inovação em financiamentos: o crédito que ainda não alcança quem empreende
O Brasil chegou a 10,4 milhões de mulheres empreendedoras, segundo o Sebrae, mas a renda média delas segue 24% menor que a dos homens e o crédito, mais caro, de acordo com reportagem do Valor Investe.
Crédito mais caro para quem já ganha menos é exatamente o público que o caminho comum do banco deixa de fora. Essa é a lacuna que abre espaço para garantia alternativa, como imóvel, veículo ou até conta de energia: o que muda não é a vontade de empreender, é a porta de entrada para o crédito.
Fintech: o Pix ganha regra nova de novo
O Banco Central anunciou novas regras do Pix que ampliam a proteção contra fraude, evitam pagamento em duplicidade de boleto com QR Code e liberam o Pix Automático em conta salário, segundo o Valor Investe.
Regra que muda o Pix muda o produto que qualquer operação de crédito usa para cobrar e para verificar quem é o cliente. Pix Automático em conta salário, em especial, é rota nova de cobrança para quem opera crédito consignado ou parcelado ligado ao salário.
Nome sujo: o banco tradicional fecha a porta primeiro
O juro médio do empréstimo pessoal nos seis maiores bancos subiu de 8,23% para 8,66% ao mês em setembro, segundo levantamento do Procon-SP citado pelo Valor Investe.
Quem já está negativado nem chega a essa mesa: o banco tradicional fecha a porta antes de cobrar juro. A alta do empréstimo pessoal no banco reforça, para esse público, que buscar alternativa fora do sistema bancário tradicional não é capricho, é o caminho que resta.
IA nas finanças pessoais: o regulador já decidiu usar, e você?
A CVM vai acelerar o uso de inteligência artificial na supervisão do mercado de capitais, segundo o presidente da autarquia, Otto Lobo, em coluna do Valor Investe.
Se o regulador do mercado de capitais já usa IA para vigiar operação financeira, o mesmo raciocínio vale para quem organiza a própria vida financeira. A pergunta que fica não é se a IA vai entrar nas finanças pessoais, é quem vai usar essa vantagem primeiro, o banco ou o cliente.
Proficiência Financeira RBI: a conta por trás do sonho de aposentar cedo
O movimento FIRE, que combina frugalidade, alta taxa de poupança e investimento para antecipar a aposentadoria em décadas, ganhou mais adeptos, segundo reportagem do Seu Dinheiro.
FIRE é a versão extrema de uma conta que qualquer pessoa pode fazer em algum grau: quanto poupar e por quanto tempo para antecipar a aposentadoria. A régua muda de pessoa para pessoa, mas o cálculo é o mesmo, e é ele que decide se o plano é realista ou só desejo.
Crédito rápido: Selic caiu, o rotativo não
O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, a quinta redução seguida do mesmo tamanho, segundo o Valor Investe.
Selic mais baixa reduz o custo de captação do banco, mas o rotativo do cartão e o crédito rápido de balcão raramente acompanham o corte na mesma velocidade. Para quem não tem frente própria de crédito, a régua de comparação continua sendo a taxa cobrada de fato, não a taxa básica que sai na manchete.
Poupar e construir patrimônio: quanto sobra depois do corte da Selic
Com a Selic em 13,75% ao ano após o corte do Copom, R$ 1 mil aplicado em poupança, Tesouro Direto ou CDB passa a render menos, segundo simulação do Valor Investe.
Selic mais baixa não é só sinal para quem investe, é sinal para quem também decide entre poupar e quitar dívida primeiro. Essa conta é exatamente o que o Diagnóstico de Proficiência Financeira da RBI ajuda a fazer, sem custo e sem letra miúda.
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