Brasileiros retiraram R$ 11 bilhões da poupança em agosto, a maior retirada em quatro anos.
Quando a retirada bate recorde com a Selic ainda alta, o dinheiro não está indo para outro investimento, está cobrindo despesa corrente, o oposto de construir patrimônio. A régua para quem orienta cliente nessa fase é simples: poupança que sai para pagar conta não é reserva, é atraso disfarçado.
A pesquisa aponta que dívida e crédito caro anulam a sensação de melhora com emprego e renda maiores.
Renda que sobe e some é quase sempre renda que já está comprometida com juro, não com consumo. Quem recebe aumento e não sente diferença deveria olhar o percentual do salário que sai antes de chegar na conta. Enquanto esse número não cair, aumento vira pagamento de juro, e não melhora de vida.
O artigo trata do hábito de separar mentalmente o dinheiro em caixinhas e do efeito disso sobre a dívida.
Tratar cada dívida como um problema separado é o que faz alguém pagar o mínimo do cartão enquanto tem dinheiro parado. A conta que importa é a soma, e ela quase sempre aponta para quitar o mais caro primeiro.