O tribunal parou os processos sobre cartão de crédito consignado para decidir de uma vez, o Banco Central liquidou duas casas que compravam carteira de crédito e a contestação de fraude no Pix passou a aceitar prova sua. Abaixo, os oito capítulos da semana, do consignado ao patrimônio.
Consignado: o que o STJ vai decidir sobre o cartão
O STJ suspendeu os processos sobre cartão de crédito consignado para julgar o tema de forma unificada.
Cartão consignado não é empréstimo consignado, e essa é a confusão que o tribunal foi obrigado a resolver: um desconta parcela fixa até quitar, o outro desconta o mínimo e joga o resto no rotativo, que não acaba nunca. Se você tem desconto em folha que não diminui o saldo, é este produto. Guarde os contracheques agora, porque quando a decisão sair o que vai valer é quem consegue mostrar o histórico do desconto.
Inovação em financiamentos: a conta da escola começa antes da matrícula
A rematrícula começa em setembro, com atenção a reajuste, contrato e cobrança de taxas.
A escola precisa apresentar a planilha que justifica o reajuste, e material didático não pode ser vendido de forma casada com a matrícula. Quem vai financiar a mensalidade decide isso antes de assinar, não depois: contrato assinado vira dívida com garantia de vaga, e sair dele custa mais do que negociar agora.
Fintech: quem some, quem fica e quem paga a fraude
O Banco Central passou a permitir que o cliente anexe provas ao contestar um Pix fraudulento.
Até agora a contestação era a sua palavra contra a análise do banco, e sem onde juntar evidência a análise ganhava por padrão. Poder anexar muda o jogo para quem guarda print de conversa, comprovante e boletim de ocorrência. A hora de organizar isso é antes de precisar, não depois.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Banvox e da Trustee.
Sua dívida não some quando a instituição quebra: ela é vendida, e você passa a dever a outra empresa, muitas vezes sem aviso claro. O que protege é ter em mãos o contrato e o extrato de quanto já foi pago, porque em troca de credor é comum o saldo reaparecer maior. Antes de fechar com uma financeira pouco conhecida, confira se ela é autorizada pelo Banco Central.
O Banco Central sinalizou preocupação com os fundos que compram carteiras de crédito.
Esses fundos são quem financia boa parte do crédito consignado que chega até você, inclusive o de operadoras pequenas. Quando o regulador aperta esse lado, a oferta encolhe e a taxa sobe primeiro para quem tem menos margem. Se você está pensando em portabilidade, o custo de esperar tende a ser maior do que o de decidir agora.
Nome sujo: a janela de negociação antes da Black Friday
A Serasa estima o contingente de consumidores dispostos a comprar na Black Friday.
Setembro é quando as campanhas de renegociação começam, e elas costumam ser mais generosas antes da Black Friday do que depois. Quem está negativado tem mais poder de barganha agora, porque o credor quer limpar a carteira antes do fim do ano. Peça o desconto no valor à vista antes de aceitar parcelamento longo.
IA nas finanças: a tecnologia também está do outro lado
Golpistas usam pessoas parecidas e recursos de imagem para tentar passar pela biometria facial.
A biometria virou a porta de entrada de empréstimo aprovado em minutos, e é exatamente por isso que ela é o alvo. Quem já teve documento perdido ou vazado deveria pedir o bloqueio preventivo no INSS e conferir a margem consignável de vez em quando: empréstimo fraudado aparece primeiro como desconto que você não reconhece, não como aviso do banco.
Proficiência Financeira RBI: dinheiro não tem nome
O artigo mostra como separar o dinheiro em caixinhas mentais leva a família a se endividar.
O erro é tratar o décimo terceiro como dinheiro diferente do salário e gastá-lo antes de olhar a dívida cara que está rodando. Dinheiro não tem nome, e enquanto existir saldo no rotativo qualquer sobra vale mais pagando ele do que rendendo em aplicação. Some tudo numa linha só uma vez por mês, e a decisão fica óbvia.
Crédito rápido: ele aparece quando as portas baratas já fecharam
A Caixa passou a oferecer Pix parcelado pelo aplicativo, em até doze meses.
Pix parcelado é empréstimo com nome de pagamento, e o juro dele costuma ficar entre o consignado e o rotativo do cartão. Serve para tirar você do rotativo, não para substituir uma linha mais barata que você já tem direito. Antes de aceitar, compare a taxa com a do consignado: se a diferença for grande, o parcelado está caro.
Na Argentina, o endividamento recorde levou as famílias a buscar empréstimo por aplicativo.
Crédito por aplicativo aprova rápido porque cobra caro pelo risco, e ele aparece exatamente quando as portas baratas já fecharam. O sinal de alerta não é o valor da parcela, é você estar tomando crédito novo para pagar o antigo. Quem tem margem consignável ainda livre está usando a porta errada.
Poupar e construir patrimônio: o aumento que some antes de chegar
A pesquisa aponta que dívida e crédito caro anulam a sensação de melhora com emprego e renda maiores.
Renda que sobe e some é quase sempre renda que já está comprometida com juro, não com consumo. Quem recebe aumento e não sente diferença deveria olhar o percentual do salário que sai antes de chegar na conta. Enquanto esse número não cair, aumento vira pagamento de juro, e não melhora de vida.
Este boletim explica mecanismo e não oferta produto. Nenhuma condição de crédito citada aqui é proposta da RBI. Se alguma delas pega você de perto, responda este e-mail.